Conversa na Clave de Dó:
- Pára Sol, não Fá isso a Mi!
- Porquê, Dó? Não Ré?
- Si, mas agora não, tive um Acidente!
- Oh, vá Lá! Isso Soa a Falsete! Já és um Dó Maior! A tua Escala é a única que não possui Acidentes. Mas arranjas sempre alguma Fuga Musical.
- Não, Sol! Agora não!
- Olha Dó, estou cansada desta Dissonância em que vivemos. Está na altura de fazermos uma Pausa e um Intervalo.
- Mas porquê? Qual o Motivo?
- Temos Andamentos diferentes: Tu és Lento e eu Allegro. Estamos muito Desafinados.
- Olha, Sol, deixa-me por-te uma Ligadura, vamos fazer um Da Capo.
- Desculpa Dó, mas não dá. A nossa relação já está muito Marcato. Vou voltar para a minha Clave.
Sol fechou a porta da Clave com muito Dó, entristecida. Tinha perdido 4 Tempos da sua vida. Estava com Fusa. Sabia que tinha de subir dois andares na Partitura para regressar à sua Clave, mas sentou-se ali, na Pauta, a ver as Notas passar... e Solfejava muito.
Fá vinha a descer a Partitura, ouviu Solfejar, e perguntou com voz Grave:
- Olá! Tu hoje estás um Sol menor. Que se passa?
- Ah Fá, tenho o meu coração Sustenido. Deixei o Dó e estou de regresso à minha Clave.
- Anda, vem comigo, que eu faço-te uma Batida.
Sol acenou que estava de Acorde e seguiu Fá à sua Clave. Assim que Fá fechou a porta houve uma Vibração entre os dois. Então, depois de beberem a Batida Forte, a Dinâmica entre eles foi Crescendo. Fá deitou a Sol no Piano e com a Pulsação Acentuada avisou:
- Sempre tive uma Colcheia por ti Sol, adoro o teu Ritmo.
- Ah Fá, tu pões-me a tocar tão Baixo!
Morais da história:
1) Contrabaixos não há argumentos.
2) Nota que se preze, não deve desafinar muito, ou corre o risco de ouvir as suas notas tocarem nas claves dos outros... os tempos que forem precisos!
1) Contrabaixos não há argumentos.
2) Nota que se preze, não deve desafinar muito, ou corre o risco de ouvir as suas notas tocarem nas claves dos outros... os tempos que forem precisos!
Carla Trindade, Luanda, 17 Novembro 2014



